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30.10.2009

O risco é a volta da inflação

Veja reportagem que o Jornal Nacional, da TV Globo, veiculou nesta quinta-feira (29). Acima o vídeo, abaixo, o texto:

Em setembro, o governo gastou mais e arrecadou menos. Resultado: a conta fechou no vermelho em mais de R$ 7,5 bilhões. É o maior déficit para um mês de setembro em 12 anos.

No consultório do doutor Nilo, os equipamentos são modernos e os gastos elevados. Mas o controle nas contas é maior ainda. Só assim para manter o negócio dando lucro há mais de 30 anos.

“Até a compra de material nos fazemos de acordo com a nossa entrada de pacientes pra tratamento. Eu faço esse controle com muita rigidez”, contou o dentista Nilo Celso Pires.

Controlar os gastos é o primeiro passo para manter qualquer negócio saudável. E essa fórmula vale também para o Governo Federal. Mas não é o que vem acontecendo no país. A arrecadação está em queda. E os gastos não param de crescer.

É o que mostram os dados divulgados nesta quinta pelo governo. De janeiro e setembro deste ano, as despesas aumentaram 19,2%, em relação ao mesmo período do ano passado. Especialmente por causa do gasto com o funcionalismo.

Já a arrecadação no período caiu quase 8%. Com isso, o rombo nas contas de setembro foi
De quase R$ 8 bilhões.

Na ata divulgada nesta quinta, o Comitê Política Monetária alertou para o perigo do aumento de gastos. Porque ele compromete o ritmo de crescimento. O governo reconhece que o desempenho foi ruim, mas importante para enfrentar a crise.

“Esse ano, o governo optou por agir fortemente no sentido de não permitir que a crise internacional levasse o Brasil a uma situação de queda importante do emprego, de queda importante do PIB. Felizmente, conseguimos resultados positivos. Agora, isso tem impacto fiscal, nós sabemos disso”, admitiu o o Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Mas, para os empresários, o desequilíbrio dos gastos públicos é uma ameaça para a economia. “Se o estado continuar a atuar de forma pouco austera na área fiscal, nós poderemos estar a médio prazo, por assim dizer, nos reencontrando com a inflação, que é algo muito indesejável para a sociedade brasileira”, disse o Presidente CNI, Armando Monteiro.

29.10.2009

“Minha postura no Congresso é de independência”

Em conversa com a imprensa após a inauguração do novo escritório da CNI em São Paulo, o presidente da CNI, Armando Monteiro, falou sobre política e sobre a importância da representatividade do setor produtivo no Congresso Nacional, comentando a possibilidade de uma candidatura sua ao Senado por Pernambuco e também o projeto político do presidente da FIESP, Paulo Skaf. Leia abaixo.

 

Por que a instalação de um escritório da CNI em São Paulo?

 

É muito fácil entender essa decisão. A CNI tem uma linha de atuação nova. Criou, por exemplo, o Fórum Nacional da Indústria, que reúne as associações setoriais da indústria. A maioria dessas associações está sediada em São Paulo. Como é que nos vamos atuar em rede, se não tivermos uma maior presença, uma proximidade maior com essas entidades? O movimento empresarial pela inovação, que a CNI está capitaneando demanda mais coordenação e maior aproximação com a base empresarial. Quando fizemos em São Paulo o 3º Congresso Brasileiro de Inovação, o manifesto foi subscrito por 40 grandes empresas brasileiras sediadas no estado. Então, o que nós estamos fazendo com essa presença em São Paulo não é substituir a Fiesp, nós estamos intensificando a nossa atuação em rede e eu espero que isso possa ter um caráter fortemente sinérgico com a atuação da Fiesp. E a federação, de alguma maneira, endossou também a nossa vinda para São Paulo, que foi precedida de consultas, de pesquisa. Portanto, não é uma decisão que tenha se dado sem um longo período de reflexão, de análise.

 

A relação com o Governo Lula

 

Eu pautei a minha atuação no Congresso, e há levantamentos técnicos que podem endossar essa visão, por uma posição de absoluta independência. Votei frequentemente contra o Governo em algumas matérias e vocalizo de forma muito tranqüila as minhas posições quando tenho desacordo com o Governo. No entanto, sempre preservei também os canais de diálogo com o Governo, porque acho que o presidente da CNI tem que ter canais fluidos de interlocução. Então, eu me sinto confortável. Não tenho nenhuma dificuldade em ter uma posição crítica em muitos momentos e nem em pertencer a um partido que é da base do Governo.

 

Candidatura ao Senado

 

Eu acho que é uma hipótese. Não é algo que esteja definido ainda. O governador Eduardo Campos é o condutor do processo, ele tem uma aliança de grande amplitude no Estado e quer construir uma chapa pluripartidária. O PTB tem hoje uma presença expressiva em Pernambuco. É o partido que tem o segundo maior número de prefeitos, tem uma forte representação na Assembléia Legislativa, tem uma bancada federal expressiva, tem uma presença importante no Estado. Se o partido vier a ser convocado para compor a chapa, o meu nome é o que está colocado. No entanto, a minha candidatura não se coloca como uma pré-condição para que eu possa estar nessa aliança. Se o governador entender que há outros nomes que possam somar mais dentro do nosso conjunto, eu não terei nenhuma dificuldade de apoiar um outro nome.

 

Ingresso de Paulo Skaf na vida pública

 

Eu respeito, porque vivi um pouco esse processo. Quando um empresário ultrapassa essa fronteira da representação político-sindical, quando ele transpõe um pouco isso para o espaço público, há sempre uma grande incompreensão. No meu caso, eu sempre me voltei mais para o Legislativo por entender que o Brasil é um país que tem ainda uma institucionalidade incompleta e a experiência internacional aponta uma série de exemplos em que você tem dupla militância, ou seja, você atua na representação empresarial e atua no Congresso dos países. Na Alemanha isso acontece em grande medida, na França, na Argentina, aqui na América do Sul, portanto não é algo estranho. Do mesmo modo, as lideranças sindicais do lado dos trabalhadores têm uma presença muito forte no Congresso. Eu acho que essa disposição para você participar da vida política é algo que eu costumo considerar como uma coisa positiva.

 

Bancada da indústria no Congresso

 

Eu acho que a indústria não precisa ter bancada corporativa. A indústria precisa ter a capacidade de poder colocar a sua agenda e construir alianças em torno dela. Eu não sinto dificuldade quando levamos hoje, ao Congresso, alguma agenda de interesse da indústria. E a CNI faz uma espécie de lobby transparente, porque a cada ano nós lançamos uma agenda legislativa de forma pública e lá a nossa posição está claramente indicada. Se é convergente com os projetos ou divergente e o porquê. E esse diálogo se dá de maneira muito tranqüila com o Congresso.  Então, eu acho que essa questão da ação política empresarial no Congresso deve se dar sob um marco muito natural de uma ação de influência que seja transparente, que seja clara e que portanto é legítima.

 

Skaf no Legislativo 

 

Olhando a visão da indústria, a presença dele no Congresso Nacional seria uma presença importante na medida em que ele tem, não só sintonia com essa agenda, como já revelou uma capacidade de articulação, de liderança. Mas, nesse caso, a nossa visão não deve ser a da indústria. Nós temos que respeitar a opção dele, legitimamente colocada. Como ele se coloca como alguém que é portador de uma cultura realizadora e, portanto, se sente melhor no Executivo, eu tenho que respeitar essa opção.

27.10.2009

Empresário está mais otimista

O otimismo do empresário industrial ficou, em outubro, acima dos níveis pré-crise, indicando a consolidação do processo de crescimento e a possível retomada dos investimentos. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado nesta segunda-feira (26/10) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) pela internet. O indicador alcançou 65,9 pontos, uma alta de 7,7 pontos ante o dado anterior, de julho, e de 18,5 pontos em relação a janeiro deste ano, quando teve o pior resultado desde o início da crise.

 

“Os resultados indicam que o empresário está percebendo o fim da crise e aposta em uma recuperação sustentada no futuro”, avaliou Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI. Ele explicou que os números são mais fortes do que antes do início da crise porque partem de um patamar mais baixo.

 

“Antes, a produção industrial estava num ritmo forte, então o empresário não acreditava que subiria muito. Como agora estamos com uma produção ainda inferior em relação ao ano passado, o empresário tende a apostar numa alta mais rápida”, analisou. Fonseca lembrou que o ICEI é um indicador de evolução e não de faturamento real ou produção física, ou seja, ele aponta se o empresário acredita que haverá crescimento e não o quanto já evoluiu ou deve crescer.

 

O ICEI subiu puxado principalmente pela componente que avalia as condições atuais da economia brasileira e da empresa em relação aos seis meses anteriores. Esse indicador subiu de 47,2 pontos em julho para 60,5 pontos. É a primeira vez que ele supera, neste ano, a linha dos 50 pontos (valores abaixo de 50 indicam falta de confiança e, acima disso, otimismo). “A avaliação sobre as condições atuais denota que o industrial acredita que a crise acabou”, salientou Fonseca.

 

A componente do ICEI sobre as expectativas dos empresários para os próximos seis meses também teve aumento: saiu de 63,6 pontos em julho para 68,7 pontos em outubro. “Essa alta revela o otimismo crescente do empresário, indicando inclusive a retomada dos investimentos”, afirmou Renato da Fonseca.

 

O ICEI registrou alta, tanto ante julho deste ano quanto na comparação com outubro de 2008, nos três portes de empresas. O indicador subiu mais entre as grandes empresas: 8,7 pontos ante julho, tendo ficado em 68,1 pontos. “A grande empresa é normalmente quem reage mais rápido às mudanças de cenário”, lembrou Fonseca. Entre as médias, o indicador ficou em 65,9 pontos, 7,4 pontos a mais do que em julho. Entre as pequenas, o ICEI foi de 63,1 pontos, 6,9 pontos acima do patamar de julho.

 

A pesquisa foi elaborada entre os dias 30 de setembro e 23 deste mês. O questionário foi respondido por um total de 1.418 empresas, das quais 198 de grande porte, 401 médias e 819 de pequeno porte. O ICEI é trimestral.

 

23.10.2009

IPI deve continuar reduzido

Veja abaixo um trecho da entrevista que concedi nesta sexta-feira (23), por telefone, ao programa de Geraldo Freire, na Rádio Jornal, no Recife:

A imprensa noticia que hoje o senhor vai ter um encontro com o presidente Lula. O que vai ser tratado nesse encontro?

Armando MonteiroNós temos hoje uma agenda com o presidente que tem dois momentos.  No primeiro, nós estaremos lá com um grupo de grandes empresas brasileiras, são 40 empresas, para levar ao presidente nosso manifesto de apoio à área da Inovação Tecnológica.  O Brasil precisa investir mais na inovação. No desenvolvimento, na pesquisa. E essas grandes empresas brasileiras sob a coordenação da CNI levarão ao presidente um posicionamento para que essa agenda da inovação possa avançar nos próximos anos. Os países que crescem são aqueles que investem na inovação. Inovam processos, produtos, o próprio modelo de negócios. Então, o crescimento da indústria no futuro vai depender dessa capacidade de inovar.  E isso tudo se dá num marco de parceria entre o setor privado e o setor público. Muito nessa agenda depende do setor público. Os incentivos fiscais, os instrumentos, como, por exemplo, a subvenção econômica, então, essa primeira parte do nosso encontro com o presidente é para discutir essa agenda. E num segundo momento, o presidente vai receber os alunos do SENAI que participaram de um torneio internacional de formação profissional, que foi realizado em setembro, no Canadá, com a presença de 56 países. Para nossa alegria, o Brasil conquistou o terceiro lugar, com quatro medalhas de ouro, quatro de prata, cinco diplomas de excelência. Então, nós estamos levando à presença do presidente essa equipe de 24 jovens que puderam representar o Brasil em diversas modalidades, atestando as competências e as habilidades dos alunos que representaram o país.

O governo está em dúvida sobre se continua ou não com a redução do IPI para os eletrodomésticos.  Essa definição poderia ser resolvida hoje ou o senhor acha que ele não firmou um ponto de vista em relação a isso?

Armando MonteiroNós tivemos, na quarta-feira, uma longa reunião no Ministério da Fazenda. Eu acho que hoje nós não vamos tratar disso. O ministro Mantega nos assegurou, na quarta-feira, que está concluindo uma avaliação para ver a possibilidade de estender o prazo da isenção. Aliás, nós temos também a questão do material de construção, que também foi beneficiado com essas isenções, mas elas têm data prevista para terminar. E no caso dos materiais de construção, como há esse grande programa de habitação popular que o Governo está incentivando, o Minha Casa, Minha Vida, nós estamos também querendo estender esse prazo para baratear o material de construção para tornar as casas mais baratas. E isso se justifica, porque esse programa é de prazo longo, de um ano, um ano e meio, então se o benefício se encerrar agora em 31 de dezembro, isso vai prejudicar o programa lá na frente. Mas nós não vamos tratar disso hoje com o presidente.

19.10.2009

Armando defende taxação de capital especulativo

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, defendeu nesta segunda-feira (19) a medida adotada pelo Governo Federal de taxar em 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) o capital estrangeiro que entrar no Brasil para aplicações em renda fixa e Bolsa de Valores. A medida visa estancar a entrada de capital especulativo no País, que tem crescido com a valorização do Real frente ao Dólar.  Veja o que Armando diz sobre o assunto

Sobre a medida

Acho positiva. É claro que só poderemos realmente dizer da eficácia depois, quando avaliarmos os resultados. Mas eu acho que o governo, que tem um raio de manobra relativamente pequeno nessa questão da valorização cambial, tinha que fazer alguma coisa. Como detectou sinais de que está havendo um aumento do ingresso de capital de curto prazo, desse chamado capital especulativo, o Governo tinha que fazer algo. Eu acho que a taxação foi uma medida válida. O Governo deveria dar um sinal qualquer ao mercado de que está disposto a agir para evitar um agravamento desse processo, que já vem penalizando fortemente o setor exportador brasileiro.

Impactos da valorização do Real na indústria

Do lado da indústria, especialmente da indústria de manufaturados, esse prejuízo já é muito sensível, por conta do câmbio valorizado como está. Nossa competitividade em vários mercados está sendo muito afetada. Isso vale para vários setores, para têxteis, calçados, para uma série de bens com os quais o Brasil hoje disputa espaço no mercado internacional. E como nós ainda temos problemas de custos sistêmicos altos – o chamado Custo Brasil -, quando somamos tudo isso, valorização do Real com problemas de logística, de custo de capital, de uma estrutura de tributação inadequada, ficamos numa situação muito preocupante. Então o governo tinha que fazer algo. Eu acho que vale a pena experimentar essa medida.

Exportações de manufaturados caem quase 30%

Você tem dois efeitos: retração dos mercados lá fora, por conta da crise, e perda de competitividade em decorrência dessa questão da valorização da moeda. Uma coisa é certa, O Real foi a moeda que mais se apreciou nos últimos meses em relação ao dólar. Só esse ano nós estamos com uma valorização acumulada de quase 30%. Diante disso, o governo tinha que fazer alguma coisa. Nós não podemos medir exatamente ainda o que é fruto. O fato é o seguinte: as exportações de manufaturados estão tendo uma queda nesse ano, em relação ao ano passado, de quase 30%. E aí o que é decorrente de retração de mercado e o que é decorrente de perda de competitividade não é muito fácil medir. Mas certamente uma parte dessa queda das exportações de manufaturados é decorrente da valorização do Real. Aqui mesmo na América do Sul o Brasil está perdendo espaço. Há uma penetração muito forte de produtos chineses na Argentina e na Venezuela, por exemplo. Então era preciso agir. Dentre essas medidas, que são de um raio limitado – dado a lógica da política cambial, que é de o câmbio flutuante – a que o Governo poderia utilizar era essa, taxar a entrada de capital.

Governo quer preservar empregos

O Governo está percebendo a inquietação do setor exportador, está muito preocupado, porque isso afeta inclusive o emprego na indústria. E tem outra componente que também está preocupando o Governo: é que uma das coisas que mais tem impactado a economia brasileira é a queda da taxa de investimento. E o investimento, em muitos setores, depende muito da visão que o investidor tem da taxa de câmbio projetada. Porque se o empreendimento dele está voltado para a exportação -,e mesmo o empreendimento que está voltado para o mercado interno -, se as importações vão ficando mais baratas com a valorização do Real, o investimento dele é ou pode ser afetado. Então uma das coisas importantes do efeito câmbio é que quando há uma valorização excessiva da moeda isso também prejudica a decisão de investimento.

16.10.2009

Canteiro-escola do Senai em Cabrobó capacita mão-de-obra para a transposição

Os militares que trabalham nas obras da transposição de águas do Rio São Francisco, no Eixo Norte, em Cabrobó, estão sendo capacitados pelo Senai.  A  entidade assinou contrato com o 1º Grupamento de Engenharia do Exército para formação e qualificação de soldados, cabos e sargentos, num canteiro-escola instalado no município.

 

Os cursos de aperfeiçoamento ministrados  são nas áreas de operação de máquinas e equipamentos pesados – motoniveladoras, escavadeiras, retroescavadeiras, caminhões caçamba e pipa, trator esteira e rolo compactador.

 

As aulas acontecem em um regime de oito horas diárias, de segunda a sexta-feira, totalizando 120 horas-aula. Os alunos começam pela parte teórica, aprendendo sobre segurança e sobre o funcionamento das máquinas. Depois, passam para os simuladores, específicos para cada tipo de máquina, para em seguida terem aulas práticas operando os equipamentos.

 

O Senai Pernambuco, por ter experiência nesse tipo de treinamento, também está sendo convidado para aplicar sua metodologia em canteiros-escolas e operação de simuladores para técnicos do Senai de outros estados, como Mato Grosso, Tocantins, Rio Grande do Norte e Ceará.

 

Desde 2008 o Senai-PE já formou 1.100 operadores de máquinas pesadas no âmbito do Programa de Qualificação Setorial (Planseq), Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) e Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata (Promata), este último em convênio com o governo de Pernambuco.

14.10.2009

Menos impostos para aumentar competitividade

A redução dos encargos setoriais sobre as tarifas de energia elétrica é essencial para recuperar parte da competitividade perdida pela indústria brasileira com o excesso de tributação na compra de energia. A proposta será defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no seminário Energia: Fator de Competitividade para o Brasil, que promove juntamente com a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) na próxima quarta-feira (21/10), das 9h às 17h.

 

O seminário, a ser realizado na sede da CNI, em Brasília, debaterá também medidas para ampliar a diversificação da matriz energética sem onerar o consumidor final, mudanças nos programas governamentais destinados a elevar a eficiência energética na indústria e a implementação de mecanismos financeiros mais modernos para o setor elétrico, entre outros temas.

 

A CNI considera que energia cara e insuficiente são fatores recessivos, na medida em que ela é um dos principais insumos para acelerar o desenvolvimento sustentável do país nas próximas décadas e, por isso, propõe uma ampla discussão sobre os rumos do setor.

 

O superintendente da Área de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Siffert, o presidente executivo da Abrace, Ricardo Lima, e o ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Energia Elétrica Jerson Kelman serão alguns dos palestrantes e debatedores do seminário.

 

 

08.10.2009

Prontos para a disputa em 2010

Foto: Alexandre Albuquerque

Foto: Alexandre Albuquerque

O secretário geral do PTB de Pernambuco, ex-deputado José Humberto Cavalcanti, faz uma avaliação das condições em que o partido entrará nas eleições gerais de 2012:

“Nós temos deputados em todas as microrregiões do Estado. Nós temos a presença, com diretórios e comissões provisórias do PTB, em todos os municípios de Pernambuco, mais o distrito de Fernando de Noronha. Nós tivemos aqui no Recife um resultado considerado muito bom. Nas eleições passadas, de 2008, os quatro vereadores mais votados na nossa coligação foram do PTB. De maneira que o partido tem todas as condições para pleitear uma posição na chapa majoritária (em 2010) e mais do que isso: tem um desempenho à altura desse momento que Pernambuco vive”.

06.10.2009

“Em 2010, voltaremos ao ritmo de forte expansão”

Foto: Erik Molgora

Foto: Erik Molgora

Veja abaixo o discurso que fiz em Estocolmo, na Suécia, durante o 3º Encontro de Negócios Brasil/União Européia:

Senhoras e Senhores,

É com muita satisfação que participo deste 3º Encontro Empresarial Brasil – União Européia, promovido com o apoio decisivo da BusinessEurope e da Confederação Empresarial Sueca.

Há pouco menos de dez meses, estávamos reunidos no Rio de Janeiro para o 2° Encontro Empresarial Brasil – União Européia. Naquela oportunidade, o ambiente era dominado pela perplexidade diante da extensão dos impactos da crise financeira internacional na economia real e com o grau de incertezas sobre a sua evolução. Hoje, podemos respirar aliviados. Temos a convicção de que o pior ficou para trás.

Na Europa, vários países já começam a sair da recessão. A economia brasileira está em pleno processo de recuperação. No segundo trimestre, cresceu 1,9% em relação ao trimestre anterior, confirmando que o País é um dos primeiros a retomar o crescimento após a crise. As previsões da CNI apontam que, em 2010, retornaremos a um ritmo de forte expansão, que estimamos seja maior do que 4%.

Há duas semanas, o Brasil recebeu uma classificação de grau de investimento da agência de risco Moody’s, tornando-se o primeiro país a receber uma nova classificação após a eclosão da crise mundial, há um ano.

Vale observar que o Brasil já possuía duas classificações de investment grade, uma da agência de classificação de risco Standart & Poor’s e outra da Fitch Ratings, ambas concedidas em 2008.

O Brasil está saindo da crise com um conjunto de oportunidades concretas: as descobertas de petróleo em águas profundas propiciarão um novo impulso ao setor petrolífero através de investimentos programados de cerca de 200 bilhões de dólares para o período 2009-2013.

Há também possibilidades de diversos investimentos em infraestrutura, em energias renováveis, e na realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014, entre outras.

Na última semana recebemos uma notícia que reforça o sentimento de otimismo em relação ao Brasil: a eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Este fato transcende os potenciais benefícios econômicos. Representa um reforço da auto estima e da capacidade de realização do potencial do País. O Brasil não perderá essa oportunidade.

Veja o texto completo

05.10.2009

Secretário comenta reforço de Silvio Costa Filho

José Humberto Cavalcanti, secretário geral do partido em Pernambuco e secretário de Serviços Públicos do Recife, fala sobre a força que o deputado Silvio Costa Filho agrega ao PTB na Região Metropolitana. Veja no vídeo abaixo: