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30.04.2010

Aos trabalhadores

O trabalhador brasileiro tem o que comemorar.  O Brasil é um País que tem gerado recordes de empregos nos últimos anos. Doze milhões de empregos formais foram gerados nos últimos sete anos no Brasil. E empregos de melhor qualidade. Tudo isso porque o Brasil vive um momento de grande dinamismo econômico e de confiança.

Nesses últimos anos nós temos verificado que o mercado interno tem sido a fonte de todo o dinamismo da economia brasileira. Isso porque nós estamos produzindo um desenvolvimento de melhor qualidade. Um desenvolvimento com mais inclusão social e melhor distribuição da renda. E a renda do trabalho no Brasil tem crescido. Ou seja, cresce a massa salarial, crescem os salários em valores reais, cresce de forma muito significativa o salário mínimo. Tudo isso tem permitido que o Brasil bata recordes na geração de empregos. Portanto, sem nenhuma dúvida, o trabalhador brasileiro tem o que festejar.

Temos ainda desafios pela frente.  As mudanças que estão ocorrendo no ambiente de trabalho nos colocam o desafio de adaptar o trabalhador brasileiro aos novos perfis profissionais. Por isso, é que o Sistema Indústria, através do SENAI, realiza um trabalho para ampliar o número de matrículas e da oferta de cursos de formação e qualificação, atualizando o conteúdo desses cursos, investindo nos laboratórios, para poder preparar o novo trabalhador para os desafios que estão colocados para o país.

26.04.2010

Emprego com carteira assinada já passa de 50%

Veja abaixo matéria de Raquel Landim, do jornal O Globo, publicada hoje (26/04/2010).

Décimo terceiro salário, férias remuneradas, fundo de garantia e aposentadoria não são mais privilégios de uma minoria de brasileiros. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, pela primeira vez em 16 anos, metade dos trabalhadores das metrópoles do País tem a carteira assinada pelas empresas do setor privado.

A fatia de contratados em regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) atingiu 50,3% do total de ocupados em janeiro e 50,7% em fevereiro, conforme o IBGE. A informalidade nas metrópoles está em um de seus níveis mais baixos: 36,7% dos ocupados (18,1% trabalham sem carteira assinada e 18,6% por conta própria). Em fevereiro, os empresários respondiam por 4,5% do total, militares e funcionários públicos por 7,5%.

É a primeira vez que o setor privado emprega com registro metade dos trabalhadores das grandes cidades desde março de 1994, quando a abertura da economia, o câmbio valorizado, e a expansão dos serviços fechavam vagas nas indústrias. Em números absolutos, significa 11 milhões de pessoas com carteira assinada nas grandes cidades.

O resultado de março será divulgado na quinta-feira. Para analistas, a previsão é de alta comparado aos 49,3% de vagas formais de março de 2009. A tendência de avanço da fatia de trabalhadores com carteira é consistente. Em março de 2004, respondia por 43,9% dos ocupados, saltou para 45,7% em março de 2006, 48,3% em março de 2008.

“A formalização do trabalho e a recuperação dos salários demonstram como o Brasil saiu rápido da crise”, disse o secretário-geral da Confederação Única de Trabalhadores (CUT), Quintino Severo. Para o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, “é um círculo virtuoso, porque a expansão da economia gera mais formalização, que volta a alimentar o crescimento.”

Segundo especialistas, vários motivos explicam a disposição das empresas em assinar a carteira do trabalhador, apesar do peso dos impostos. O principal é o crescimento da economia, mas também influenciam inflação controlada (que traz previsibilidade), expansão do crédito (os investidores exigem o cumprimento das leis antes de colocar dinheiro em uma empresa) e maior fiscalização.

Desafios. Apesar dos avanços, quase 8 milhões de pessoas tem um emprego precário nas metrópoles do País, segundo o IBGE. No interior, esse número se multiplica, porque as cidades concentram o emprego formal. Na agricultura, a produção de subsistência é quase toda informal. Entre as 6,5 milhões de empregadas domésticas brasileiras, apenas 1,5 milhão tem carteira assinada. Muitas pequenas e médias empresas trabalham na informalidade, porque não conseguem pagar os impostos e encargos sociais que fazem um trabalhador custar para a empresa o dobro do seu salário.

23.04.2010

Jogos Nacionais do Sesi evidenciam a diversidade de setores da indústria brasileira

Bento Gonçalves – O Serviço Social da Indústria (SESI) e indústrias parceiras investiram R$ 20 milhões de reais para realizar os Jogos Nacionais do SESI em Bento Gonçalves (RS) este ano. O custo envolve organização do evento esportivo, logística, manutenção de centros de atividades, compra de materiais e equipamentos, treinamento para trabalhadores-atletas. Na 6ª edição dos Jogos, aberta na noite desta quarta-feira (21/04) no Ginásio Municipal, 1.020 funcionários de 224 empresas disputarão provas em 10 modalidades: atletismo, futebol, futsal, futebol sete máster, natação, tênis de campo, tênis de mesa, voleibol, vôlei de praia e xadrez.

“Promovemos os Jogos há 63 anos. Procuramos evidenciar sempre os valores do esporte e o conceito de que a atividade física melhora a produtividade dos trabalhadores e das empresas”, explica o gerente-executivo de Cultura, Esporte e Lazer do SESI, Eloir Simm. Segundo ele, valores como cooperação, trabalho em equipe, liderança, superação e adaptabilidade são desenvolvidos pelo esporte e, também, valorizados dentro da fábrica.

Pesquisa nacional

O Marco Lógico do SESI, pesquisa nacional em andamento, atestará os benefícios que a prática esportiva traz ao trabalhador e à empresa. O levantamento pretende, ainda, informar o empresário sobre o retorno que pode ter com o investimento social nos funcionários. “Temos pesquisa pontual realizada há três anos que mostra: para cada R$ 1 investido pelo SESI, as empresas investem mais R$ 6. Nossa expectativa é de que este estudo, de maior abrangência, irá consolidar isso em nível nacional”, avalia o coordenador dos Jogos Nacionais do SESI, Rui Campos, que também é gerente de Esporte do SESI.

Para manter as 500 instalações esportivas que tem em todo o Brasil, o SESI investe R$ 120 milhões por ano. Esse valor sobe para R$ 250 milhões, com aportes para contratar profissionais, oferecer aulas de diferentes modalidades e permitir o condicionamento dos trabalhadores-atletas. Nos Jogos Nacionais, o investimento cresce cerca de 5% ao ano. “Isso praticamente se estabilizou nos últimos cinco anos. A área de cultura, esporte e lazer é bastante valorizada pelo SESI e tem o segundo maior orçamento em nível nacional”, afirma Simm.

Desde as fases iniciais, promovidas pelas indústrias, até as etapas regionais, promovidas pelo SESI, os Jogos têm a participação de 2 milhões de trabalhadores e 7 mil empresas.
Acompanhe a cobertura dos Jogos Nacionais do SESI em Bento Gonçalves, até o próximo dia 24, pelo site: www.sesi.org.br/jogosdosesi.

Fonte: SESI

22.04.2010

Confiança do empresário continua alta em abril

Brasília – A confiança do empresário industrial brasileiro permanece elevada, embora tenha sofrido uma ligeira queda em abril deste ano em relação ao mês anterior. A constatação é do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado nesta quinta-feira, 22 de abril, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ICEI de abril ficou em 66,9 pontos, registrando uma redução de 0,8 ponto frente a março. Essa é a terceira queda mensal consecutiva no ano, que acumula uma variação negativa de 1,8 ponto.

Mesmo com a retração observada em abril, o otimismo do empresário brasileiro permanece alto. O índice de abril situa-se oito pontos acima da média histórica do ICEI. Na avaliação de Marcelo Azevedo, economista da CNI, a queda verificada em abril consiste em “um ajuste considerado natural”. Segundo ele, esse período do ano sempre registra variações negativas porque o otimismo, geralmente mais elevado em janeiro, sofre pequenas reduções nos meses seguintes.

A queda de abril de 2010 em relação ao mês anterior é vista como sazonal dentro da série histórica do ICEI. Somente os números dos últimos dois anos, 2008 e 2009, não acompanharam essa tendência. Azevedo explica que o índice de abril de 2009 cresceu porque a economia brasileira começava a se recuperar da crise mundial. O comportamento visto em 2008 foi influenciado pelas elevadas perspectivas de crescimento naquela época.

Entre os destaques do ICEI está a curva ascendente desenhada para a indústria extrativa, que alcançou 68,2 pontos em abril deste ano. O segmento registra crescimento ininterrupto desde abril de 2009, acumulando uma variação de 17,5 pontos no período. O índice para a construção civil passou a ser o menor entre os segmentos da indústria, ficando em 65,4 pontos. Esse resultado representa um recuo de 1,7 ponto na comparação com o mês anterior e um acumulado de 3,5 pontos no ano. Assim como a construção civil, a indústria da transformação sofreu a terceira queda consecutiva este ano. Em abril, situou-se em 65,7 pontos.

A confiança do empresário sofreu uma retração superior a um ponto em 13 dos 27 setores da indústria de transformação, frente ao resultado de março. As maiores quedas foram registradas nos setores de refino de petróleo, metalurgia básica, máquinas e materiais elétricos.

Expectativa – O índice das expectativas para os próximos seis meses também sofreu uma variação negativa, passando de 71 para 69,7 pontos. Os empresários estão menos otimistas tanto no que diz respeito à economia brasileira quanto à própria empresa. O resultado, porém, ainda mostra que as perspectivas são boas, uma vez que o índice encontra-se num patamar elevado, acima dos 65 pontos.

O ICEI pesquisou 1.486 empresas – sendo 815 pequenas, 463 médias e 208 grandes -, de 24 estados brasileiros e Distrito Federal, entre os dias 5 e 19 de abril.

Fonte: CNI

16.04.2010

Indústria quer revisão da Lei dos Crimes Ambientais

Belém - Reunidos em Belém na última quinta-feira (15/4) para a Conferência Regional Norte, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 40 representantes das federações estaduais das indústrias defenderam a revisão da legislação para garantir a observância do devido processo legal nas questões relativas à Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/1988). Os empresários dos setores madeireiro, de mineração e alimentos, entre outros, relacionaram exemplos de multas irregulares, processos desnecessários e exageros dos órgãos responsáveis pela aplicação da legislação ambiental tanto no âmbito estadual quanto no federal.

Durante todo o dia de trabalho eles definiram as propostas que serão levadas para a 2ª Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente (Cibma), que ocorrerá de 19 a 21 de maio, em Salvador (BA). Além dos representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o encontro contou com a presença do presidente do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), Jorge Yared. “A indústria esta fazendo o seu dever de casa ao realizar encontros como esse, porque o ponto de equilíbrio entre o desenvolvimento e a preservação depende do setor industrial” afirmou.

A morosidade dos órgãos ambientais na concessão das licenças para os empreendimentos é outra queixa comum entre os empresários. No documento, eles pedem para tornar mais ágil, transparente e eficiente o processo de licenciamento ambiental, garantindo a autonomia do órgão licenciador, modernizando os modelos de gestão ambiental.

Como nos encontros das regionais Sul e Sudeste, os representantes da indústria na Região Norte também se organizam para os projetos que envolvem as mudanças climáticas. Eles solicitam atenção especial do governo para os projetos da chamada REDD (Reducing Emissions from Deflorestation and Degradation), que é a redução de emissões provenientes de desmatamento e degradação, um mecanismo internacional que procura dar incentivos para os países que mais valorizam as florestas em pé. Seria, na prática, compensar aqueles que mantêm áreas com florestas.

Um dos coordenadores do encontro, o advogado Justiniano de Queiroz Netto, do Conselho de Meio Ambiente da FIEPA, resumiu o encontro como uma nova etapa para a organização e definição de metas para o empresariado da região.

“Houve muitas mudanças e a aplicação da Lei nem sempre prevê o contraditório, como deveria. A única forma de processar as mudanças e fazer frente a alguns aspectos da legislação é realizar encontros como esse, pois promovem o debate do setor na questão ambiental” afirmou ele. Para Daniela Cestarollo, analista de Meio Ambiente da CNI, reuniões como essa promovem o fortalecimento, os contatos e amplia a rede de meio ambiente, tornando cada vez mais claras e objetivas as demandas da indústria.

Outra solicitação do grupo diz respeito à Lei dos Resíduos Sólidos, em exame no Congresso. A proposta, já aprovada pela Câmara, está agora no Senado. Os empresários pedem mais estudos e um tratamento diferenciado para as indústrias situadas na Região Norte no que se refere à chamada logística reversa. Por esse novo conceito, o descarte de embalagens é de responsabilidade da indústria, dos comerciantes e dos compradores. Os empresários da Região Norte receiam ter dificuldades para transportar os resíduos sólidos que deverão ser descartados, devido ao isolamento da região.

Fonte: CNI

15.04.2010

Empregos: o melhor mês de março desde 2008

Veja matéria publicada na Agência Brasil.

Brasília – O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi o melhor para meses de março da série histórica, que teve início em 1992. Foram geradas 266.415 vagas, segundo informou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. O segundo melhor resultado foi em março de 2008, com 206.556 novas vagas.

No acumulado do trimestre, foram gerados 657.259 empregos, o que representou mais de 30% da meta de 2 milhões de novos empregos prometida pelo governo para 2010. A expectativa de Lupi é de que o mês de abril seja o melhor de toda a série histórica. “Em abril serão gerados 340 mil postos de trabalho, ultrapassando o melhor mês até hoje, que foi junho de 2008, com 309 mil novas vagas”.

Segundo Lupi, a única preocupação com a economia do país é com o aumento da taxa de juros e apela para que isto não aconteça. “Estamos em um ciclo virtuoso. O Brasil não pode matar a galinha dos ovos de ouro que é a produção”, afirmou. “A taxa de juros aumentando cerceia o investimento da produção porque o dinheiro fica mais caro.”

O ministro disse que se houver aumento da taxa de juros, o empresário passará a colocar seu dinheiro em aplicações financeiras e a investir menos na produção. ” O empresário ao invés de jogar o dinheiro na produção, na geração de empregos e renda para a população,  colocará o dinheiro na especulação”, destaca.

Fonte: Agência Brasil

14.04.2010

Investimento da indústria crescerá 26%, diz Fiesp

Veja matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, no dia 13/04/2010.

A recuperação da atividade econômica levou empresas de setores voltados ao mercado doméstico a retomarem projetos de investimento que ficaram engavetados durante a crise financeira mundial.

Pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com 1.232 empresas em todo o País, indica que a indústria de transformação vai investir este ano R$ 151,9 bilhões em máquinas, equipamentos, instalações, gestão, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D).

O valor é 26,4% maior que os R$ 120,2 bilhões de 2009. Só para máquinas e equipamentos, deverão ser destinados R$ 92,7 bilhões , 14,6% mais que no ano passado (R$ 80,9 bilhões). Com base nesse número, a Fiesp estima que a taxa de investimento atingirá 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.

Para a Fiesp, isso seria suficiente para garantir crescimento do PIB superior a 5,5% no ano, o que tornaria desnecessária a elevação da taxa básica de juros (Selic) esperada pelo mercado e já sinalizada pelo Banco Central.

Normalmente, seria necessário alcançar taxa de investimento de 25% do PIB para que a economia pudesse crescer acima de 5,5% sem provocar pressões inflacionárias. Com a crise, no entanto, boa parte das empresas, segundo a Fiesp, ainda trabalha com folga de capacidade, por causa da queda das exportações,

“A volta dos investimentos, dos turnos desativados e das horas extras garante o atendimento da demanda com crescimento de 5,5%”, afirma o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, que coordenou a pesquisa.

Alta do juro. A maioria dos economistas de mercado pensa de forma diferente. “Para proteger a meta de inflação, o BC terá de iniciar um processo de alta do juro”, diz o ex-presidente do BC Gustavo Loyola. “Acreditamos que uma alta de 2,5 pontos porcentuais nos próximos meses seria suficiente para colocar os juros no ponto de equilíbrio.”

 A pesquisa mostra que os investimentos das empresas vão focar a expansão do mercado, mas sem deixar de se preocupar com uma produção eficiente e custos reduzidos. “As empresas querem recompor margem e participação de mercado perdidas em 2009″, diz Roriz Coelho.

A principal origem dos recursos para investimento continuará a ser o caixa da empresa. No entanto, a demanda por recursos públicos deverá aumentar de 12,8% para 17,3% do investimento, o que exigiria esforço adicional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“O BNDES tem exercido papel fundamental como indutor do investimento, mas ainda fala só a linguagem das grandes empresas, que podem recorrer ao mercado de capitais”, diz Roriz Coelho. Não por acaso, segundo Roriz, os investimentos estão concentrados nas grandes empresas, responsáveis por 79,5% do total previsto para o ano.

13.04.2010

Armando Monteiro fala sobre Miguel Arraes

Na inauguração das novas instalações da escola de negócios CEDEPE Business School, nesta segunda-feira (12), no Recife, o presidente da CNI, Armando Monteiro, destacou que o sucesso administrativo do governo Eduardo Campos é resultado do modelo inovador implantado a partir da consultoria do Movimento Brasil Competitivo (MBC), com a participação do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). “O Governo de Pernambuco produziu a mais importante mudança no modelo de gestão pública que pode ser apontada no Brasil nos últimos anos”, afirmou.

Armando Monteiro também elogiou a iniciativa do CEDEPE em homenagear o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes – o auditório da escola recebeu o nome do político, que faleceu em 2005.  “Arraes é uma referência brasileira de que é possível exercer a atividade pública com dignidade, com sentido de grandeza e sobretudo com espírito público”, disse.

Jogos mobilizam dois milhões de trabalhadores

Brasília – Os Jogos Nacionais do Serviço Social da Indústria (SESI), que serão realizados em Bento Gonçalves (RS), entre 21 e 24 de abril, mobilizaram dois milhões de trabalhadores-atletas de sete mil empresas. “Não existe nada igual no país. Somente os Jogos Escolares Brasileiros (Jeb’s) se aproximam, pois já chegaram a mobilizar um milhão de estudantes”, afirmou o professor da Universidade Gama Filho e membro do Conselho de Pesquisas do Comitê Olímpico Internacional (COI), Lamartine Pereira da Costa.

Em sua sexta edição, trata-se do maior evento esportivo de classe, segundo o Atlas do Esporte, base de dados sobre educação física, esportes e atividades saúde, lazer e turismo no Brasil. O número é a soma dos participantes desde as seletivas nas empresas, passando pelas disputas municipais e estaduais, até as etapas regionais.

Os números expressivos revelam que a indústria cumpre com sucesso a missão de incentivar seus trabalhadores a participarem da atividade desportiva. Muitas empresas têm incluído competições e atividades físicas em seus programas de gestão da qualidade. Levantamento do SESI revela que 25% dos trabalhadores da indústria praticam esportes. A média nacional é de 14%, dado do Atlas.

Funcionários e empresários ganham com essa política

Valores do esporte, como disciplina, espírito de grupo e liderança, se traduzem em vantagens competitivas. “Trabalho aqui há sete anos. Nunca faltei, e tenho disposição até para os treinos, depois do expediente”, afirma Fabiano Nascimento, gerente de operações da Naturágua, uma das maiores produtoras e distribuidoras de água mineral no Ceará. Ele pratica natação desde os sete anos e vai representar a empresa em duas provas em Bento Gonçalves.

A serra gaúcha, onde fica a sede dos jogos, reunirá 1.020 trabalhadores de 170 empresas industriais de diferentes setores e portes. Eles competirão em dez modalidades: atletismo, futebol de campo, futebol sete master, futsal, natação, tênis de mesa, tênis de quadra, voleibol, vôlei de praia trio e xadrez. Com exceção do futebol master e futsal, os campeões das demais modalidades vão participar, em julho, dos Jogos Mundiais da Confederação Internacional Esportiva do Trabalho (CSIT), em Tallinn, Estônia.

Os Jogos Nacionais do SESI formam talentos da indústria que representam o Brasil em torneios mundo afora. Prova disso é o desempenho da delegação comandada pelo SESI nos últimos jogos da CSIT, há dois anos, em Rimini, Itália.

Depois de vencerem os jogos nacionais, em Manaus, 170 trabalhadores-atletas de diferentes modalidades garantiram ao Brasil o primeiro lugar em pontos. O Brasil foi primeiro lugar no futebol de campo e no vôlei de praia feminino, além de ganhar mais de 50 medalhas em disputas no atletismo, natação, voleibol, tênis e xadrez. A Itália ficou em segundo lugar, seguida pela Áustria.

Fonte: SESI

12.04.2010

O polo gesseiro do Araripe e a sustentabilidade

Matéria do Jornal do Commercio discutiu o relatório técnico-econômico entregue pela Confederação Nacional da Indústria aos produtores do polo gesseiro do Araripe. Abaixo, a íntegra do texto publicado no sábado (10/04/2010), no caderno de Economia.

Araripe busca solução energética

As discussões sobre a mudança na matriz energética para a produção de gesso no Polo do Araripe ganham embasamento técnico depois da conclusão do Estudo de Viabilidade Técnico-econômica do processo de Produção Logística do Gesso fabricado a partir da Gipsita do Araripe. Realizado a pedido do Sindicato das Indústrias de Gesso de Pernambuco (Sindusgesso) e financiado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o diagnóstico foi elaborado pela consultoria Projetec. O resultado do trabalho foi apresentado ontem à noite, no Sesi de Araripina, para empresários, lideranças do setor gesseiro e entidades ambientais.

O presidente do Sindusgesso Josias Inojosa Filho lembra que a mudança da matriz energética vem sendo debatida há bastante tempo na região, mas que não existia um balizamento técnico que pudesse auxiliar na formulação de políticas públicas e na captação de recursos junto a instituições financeiras e apoio governamental. “Não adianta dizer que é errado queimar lenha da caatinga para produzir gesso e não apontar uma solução sustentável para o problema”, sentencia. Na avaliação do empresário, de posse do diagnóstico será possível apontar diretrizes. Responsável por 90% da produção de gesso do Brasil, o Polo do Araripe conta com cerca de 500 empresas em operação que, em sua maioria, queimam lenha para produzir.

O custo da lenha em relação a outros energéticos (como óleo BPF, coque e gás natural) é um dos principais gargalos para a mudança da matriz. O custo do transporte também é outro problema. O presidente da CNI, deputado federal Armando Monteiro Neto, diz que o diagnóstico aponta alternativas econômicas, tecnológicas e ambientais para o setor. “A partir do estudo será possível tentar incluir instituições de pesquisa, a exemplo da Embrapa, e financeiras na discussão sobre a solução para os problemas da região. Sabemos que não se trata de uma solução fácil, que serão alternativas de médio e longo prazos”, ressalta.

O trabalho apresentado pela Projetec traz experiências de outros centros mundiais produtores de gesso, a exemplo de França, Alemanha e Espanha, que utilizam fornos com maior conteúdo tecnológico e mais eficientes. Algumas calcinadoras do Araripe já usam fornos importados da França, por exemplo, mas ainda precisam avançar em modernização.