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04.08.2011

Veja artigo no Jornal do Commercio

Leia abaixo artigo do senador Armando Monteiro, publicado nesta quinta-feira (4) no Jornal do Commercio, do Recife, sobre os rumos da economia e do desenvolvimento brasileiros.

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Macroeconomia para crescer

Armando Monteiro Neto
Senador

O Brasil convive com dois preços macroeconômicos fora do lugar: câmbio sobrevalorizado e juros altos. Tais condições adversas nos prejudicam na acirrada competição em escala global. Precisamos travar essa discussão acima do jogo político, procurando o melhor caminho para a Nação. Os números mostram que o câmbio excessivamente valorizado tem como consequência o crescimento real das importações de bens industriais. As manufaturas importadas representavam 13,8% dos bens consumidos no País, em 2003, em 2010, chegaram a 24%. A situação é ainda mais preocupante porque, em alguns segmentos industriais, os produtos estrangeiros já respondem pela maior parte do nosso mercado interno. Setores dinâmicos estão perdendo espaço.

Nos primeiro trimestre, a balança comercial da indústria de alta e média-alta tecnologia, onde estão concentrados os setores intensivos em capital e inovação registrou déficit de US$ 17,7 bilhões, mais de US$ 5 bilhões superior ao de igual período do ano passado e o dobro do registrado nos primeiros três meses de 2008 e 2009.

A taxa de juros reais é impraticável. Os dados são preocupantes. Levantamento recente da The Economist – numa amostra de 40 nações – aponta que só quatro países têm taxa de juros básica de dois dígitos e, pasmem, estamos na companhia de Paquistão, Venezuela e Argentina, que convivem com inflação muito mais alta que a nossa e defrontam-se com risco e instabilidade política maiores. É inegável a melhor qualidade do nosso ambiente institucional, mas isso não tem nos garantido a resolução do problema.

É curioso registrar que o Brasil avança nos planos econômico e social, mas patina no encontro da solução para essa questão. Os economistas são pródigos em produzir análise para justificar a distorção, mas parecem aceitar como natural as nossas taxas extraordinariamente mais altas do que as taxas médias que vigoram no mundo. Há uma certa inapetência intelectual pela discussão. Fala-se em risco jurisdicional, ressalta-se a indexação ainda presente na economia brasileira, a preocupação com a solvabilidade fiscal a médio e longo prazo, com a parcela expressiva de crédito subsidiado – sem dúvida, fatores que podem ajudar a explicar, mas não justificam a manutenção perene do fenômeno.

O Brasil, na última década, gastou 6,5% do PIB com o serviço da dívida pública. Isso representa um diferencial de 4,5% sobre a média dos países emergentes e dos países desenvolvidos. Significa dizer que esses países gastam menos de 2% do PIB com o serviço da dívida. Se pudéssemos ter essa margem de 4.5% no orçamento fiscal para investir em áreas tão prementes como a infraestrutura, estaríamos assegurando condições de crescimento da economia brasileira a médio e longo prazos.

Além da infraestrutura precária, outros gargalos compõem o chamado Custo Brasil, que nos penaliza crescentemente. Nosso sistema tributário é anacrônico, a burocracia, excessiva, a mão de obra tem baixa qualificação, os custos trabalhistas são elevados e há insegurança jurídica, pela imperfeição dos nossos marcos regulatórios. O País precisa fazer as reformas estruturais. Não podemos nos conformar com essa situação.

Acredito que o Brasil é capaz de construir um espaço fiscal importante, se tiver uma taxa de juros que possa, minimamente, convergir para as hoje praticadas pelos países emergentes, contribuindo para a formação de um câmbio também mais competitivo. Sem equilíbrio fiscal verdadeiro, o País não conseguirá elevar a poupança pública e, consequentemente, não poderá criar condições mais favoráveis em novo arranjo macroeconômico, que poderíamos chamar de macroeconomia para o crescimento.

08.06.2011

“O país tem imensa energia empreendedora”

10.12.2010

Pernambuco vai ganhar siderúrgica e montadora

Jorge Moraes // Enviado especial
Diario de Pernambuco

Fiat confirma a nova fábrica em Suape, com 5 mil empregos e a Cone Sul assina protocolo para laminadora de aço

São Paulo – Pernambuco chegou ao topo dos estados que abrigam grandes empreendimentos. Para somar à refinaria, estaleiro, polo têxil, entre outras grandes obras, uma montadora e uma siderúrgica devem aportar no Complexo Portuário Industrial de Suape. Hoje, o governo do estado assina um procotolo de intenções com a Cone Sul S/A de uma siderúrgia, orçada em R$ 1,5 bilhão. A Fiat, maior fabricante de automóveis do Brasil e líder do mercado com 23% de participação, escolheu Pernambuco para abrigar a sua segunda montadora no país e a terceira no Mercosul. A segunda planta da Fiat brasileira levará cerca de 28 meses para ficar pronta em um terreno de 100 hectares em Suape e deverá gerar, por baixo, mais de cinco mil novos empregos.

A planta de Betim (MG), com capacidade atual de produção de 800 mil carros, tem 13 mil funcionários diretos e para cada posto são criados outros três indiretos na cadeia de produção e distribuição. Dos R$ 10 bilhões de investimentos da Fiat para 2011 no Brasil, pelo menos R$ 3 bilhões terão como destino Pernambuco. O anúncio oficial da chegada da gigante italiana ao estado deverá ser feito pelo governador Eduardo Campos na próxima terça-feira. Em 2011, a Fiat completará 35 anos de Brasil e, segundo o presidente mundial do grupo, Sérgio Marchionne, o país é importantíssimo para a estratégia da Fiat no mundo.

O Projeto Suape da Fiat contemplará uma nova família de automóveis no país que deverá ser lançada em 2014, o ano da Copa do Mundo de futebol no Brasil e que tem o estado como uma das principais sedes. O modelo compacto, made in Pernambuco, será, em matéria de preço, o sucessor do Mille (Uno de carroceria velha). O carro de combate para conter a entrada dos chineses no Brasil que será feito para toda a América Latina, utilizando a plataforma logística de exportação do porto.

Com a chegada da Fiat, o entorno do complexo de Suape finalmente receberá sua primeira unidade de produção de automóveis e, com ela, a garantia de chegada dos sistemistas. Para fazer umpercentual comparativo de projeto, atualmente Betim conta com 88 empresas que trabalham ao redor da fábrica e são responsáveis pelo fornecimento das peças. Os aglutinadores de autopeças são espécies de pré-montadoras, que funcionam em conjunto com a ´matriz` na operação denominada de Just in time, ou seja, entrega do suplemento fabril em cima da hora. Assim funciona a operação de montagem dos veículos.

A aprovação dos R$ 10 bilhões de investimentos no país foi feita em setembro, pelo mais importante executivo mundial da Fiat, Sérgio Marchionne. O presidente esteve no Brasil para a convenção nacional da Fenabrave e reuniões com a diretoria do grupo. História que ficaria clara 90 dias depois quando o Diario descobriu o investimento para o estado. O mercado brasileiro vai fechar o ano de 2010 com aproximados 3,4 milhões de unidades e promete crescer 5% em 2011, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Dados da Fiat também apontam que a economia do Nordeste deverá crescer ataxas superiores à da economia nacional e será a ponte de expansão da indústria para os novos mercados. A Ford já tinha provado do tempero nordestino quando apostou na planta de Camaçari, na Bahia para produção do projeto Amazon, leia-se Fiesta e EcoSport. Atualmente, por lá eles desenvolvem a nova geração mundial do EcoSport, reafirmada ontem, na capital paulista, pelo presidente da Ford Mercosul, Marcos de Oliveira.

Saiba Mais

R$ 3 bilhões

É o investimento previsto da Fiat em Pernambuco

5 mil

Empregos devem ser gerados com a instalação da montadora

Crescimento de PE supera o do Brasil

Rosa Falcão

Diario de Pernambuco

PIB do estado acumulou alta de 9,4% no trimestre e de 8,6% nos últimos 12 meses, segundo dados da Condepe/Fidem

A economia de Pernambuco cresceu 8,4% no terceiro trimestre do ano (julho/setembro) comparado ao mesmo período de 2009. O resultado é superior ao do Brasil, cujos números apontam alta de 6,7%. A indústria da construção civil alavancou o Produto Interno Bruto (PIB) estadual com 23,5% de crescimento no trimestre, puxada pelas obras de infraestrura no cinturão de Suape e pelo mercado imobiliário. De janeiro a setembro, o PIB pernambucano acumulou alta de 9,4% e de 8,6% nos últimos 12 meses. O desempenho da atividade econômica levou a Agência Condepe/Fidem a projetar entre 9,5% e 10,5% a soma de riquezas para este ano.

Os números do PIB divulgados ontem indicam a consistência do crescimento econômico do estado, que vem descolando do desempenho nacional desde 2003. Em valores, o PIB pernambucano totalizou R$ 22,21 bilhões no trimestre. Além do bom desempenho da indústria com crescimento de 8,9%, o setor de serviços teve alta de 7,9% no comparativo com o mesmo período de 2009.

Na área de serviços, as atividades que mais se destacaram no período foram: comércio (11,9%), transportes (15,6%) e atividades imobiliárias, aluguéis e intermediação financeira (10,4%). A agropecuária também cresceu 6,8%, puxada pelas lavouras de cana-de-açúcar, uva e manga. A novidade é a cultura do maracujá com alta de 33,55% no trimestre.

Para Cláudia Pereira, coordenadora de Contas Regionais da Agência Condepe/Fidem, os números do PIB confirmam o bom momento da economia pernambucana. O único dado negativo de julho a setembro foi a queda de 7,4% dos serviços industriais de utilidade pública, motivado pela redução na geração de energia elétrica nas usinas de Xingó e Sobradinho. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) importa energia de outras regiões para suprir a baixa afluência das hidrelétricas do Rio São Francisco.

Mesmo com o recuo em comparação ao segundo trimestre do ano (abril-junho), quando o PIB cresceu 11%, o coordenador da Unidade de Pesquisas da Fiepe, José André Freitas, comemora o acréscimo de quase dois dígitos da atividade econômica no acumulado do ano. ´Há o crescimento consistente da indústria da construção civil, metal-mecânica e farmoquímica que tem puxado o desempenho do PIB`, assinala.

Para Freitas, o corte de R$ 9 bi no orçamento da União anunciado para 2011 não reverterá a curva de crescimento da economia estadual. ´Pernambuco vive um momento peculiar e os impactos dos cortes de recursos federais serão inexpressivos.` Em relação ao Brasil, o porta-voz da Fiepe diz que a redução dos investimentos vai desacelerar o crescimento econômico no próximo ano.

18.11.2010

CNI prega urgência nas reformas

Brasília – O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu a necessidade de um regime de urgência na adoção de reformas estruturais no governo Dilma Rousseff, vitimadas, segundo ele, “pelo mais nocivo corporativismo e pelo mais deletério fisiologismo”. A proposta de rapidez nas reformas tributária, trabalhista, previdenciária e política foi feita na solenidade de sua posse, na noite desta quarta-feira, 17 de novembro.

“Pagamos um alto preço por postergar a realização das reformas estruturais no passado um pouco mais distante; pagamos preço elevado por fazê-las apenas parcialmente no passado recente; pagaremos um preço ainda mais alto se não as fizermos agora”, enfatizou Andrade para uma platéia de mais de mil convidados no Centro de Convenções Brasil XXI, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alinhou “quatro pilares fundamentais” na agenda das reformas a ser cumprida no próximo governo: imposição de limites à expansão dos gastos correntes; revisão do sistema de vinculação de despesas; implantação de critérios de eficiência aos programas governamentais e adoção de um sistema previdenciário adequado à elevação da expectativa de vida da população.

O presidente da CNI apontou a reforma tributária como a principal prioridade, com o objetivo de desonerar completamente os investimentos e as exportações e simplificar e reduzir a burocracia do sistema tributário.

A reforma trabalhista, na sua visão, é necessária para eliminar incertezas legais, reduzir os custos do trabalho e estimular a criação de empregos. A reforma política, por sua vez, de acordo com Robson Braga de Andrade, “é essencial diante da constatação de que a qualidade da governança pública e do sistema de decisões políticas é crucial para o adequado funcionamento da economia e da sociedade”.

“Fazer o que precisa ser feito, com coragem e determinação, eliminando obstáculos muitas vezes endêmicos na vida política e econômica do nosso país é a melhor forma de ampliar a nossa competitividade”, destacou o presidente da CNI.

DUPLO ÔNUS – Ao passar o cargo a Robson Braga de Andrade, o ex-presidente da CNI Armando Monteiro Neto advertiu que a continuidade da valorização cambial restringe o crescimento da indústria e da economia.

Conforme seu diagnóstico, a apreciação do real impõe duplo ônus à competitividade dos produtos industriais. “Mantém não apenas o custo de capital elevado, como permite preços favorecidos aos produtos estrangeiros nos mercados internacionais, prejudicando nossas exportações e crescentemente o mercado doméstico”, enfatizou.

Monteiro Neto propôs a adoção de uma meta de superávit primário ousada, citando o déficit público nominal zero, como alternativa “para reduzir drasticamente as necessidades de financiamento público e abrir espaço para a queda dos juros, contendo o processo de valorização do real”.

15.07.2010

Armando: é preciso levar o desenvolvimento para todas as regiões de Pernambuco

Levar investimentos para o interior do estado é essencial para o desenvolvimento econômico e social de Pernambuco. O deputado federal e candidato ao Senado da Frente Popular, Armando Monteiro, acredita que os novos empreendimentos que têm chegado ao estado e as oportunidades geradas por eles devem ser distribuídos por todas as regiões. Desse modo, Pernambuco crescerá mais integrado e o desenvolvimento chegará a todos os pernambucanos.

“O governador Eduardo Campos tem manifestado uma permanente preocupação com essa questão. Tem dado mais incentivos fiscais a projetos que se localizam fora da área metropolitana”, explica Armando. “Mas temos que fazer muito mais para criar uma nova dinâmica de desenvolvimento de Pernambuco e integrando essas regiões. Algumas têm vocações naturais que não podem ser abandonadas, como o polo de confecções de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe”, afirma.

Somente entre 2007 e 2009, 73 novas empresas se instalaram no interior de Pernambuco e os investimentos privados alcançaram a marca de R$ 14 milhões apenas no Sertão Central. Obras estruturais como a Transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina também visam a melhor distribuição do desenvolvimento econômico de Pernambuco e atraem mais investidores.

Para Armando Monteiro, Pernambuco deve aproveitar o bom momento para elaborar um projeto de desenvolvimento que integre todo o estado. “O desafio agora é encontrar um modelo de desenvolvimento industrial que integre as diversas regiões de Pernambuco. Isso não é fácil, isso é um processo que vai exigir uma dotação crescente de infra-estrutura nessas áreas, mas que precisa ser buscado com urgência”, diz.

12.07.2010

Jorge Gerdau elogia atuação de Armando na CNI

25.05.2010

Veja fotos do encontro dos presidenciáveis na CNI, em Brasília

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13.04.2010

Armando Monteiro fala sobre Miguel Arraes

Na inauguração das novas instalações da escola de negócios CEDEPE Business School, nesta segunda-feira (12), no Recife, o presidente da CNI, Armando Monteiro, destacou que o sucesso administrativo do governo Eduardo Campos é resultado do modelo inovador implantado a partir da consultoria do Movimento Brasil Competitivo (MBC), com a participação do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). “O Governo de Pernambuco produziu a mais importante mudança no modelo de gestão pública que pode ser apontada no Brasil nos últimos anos”, afirmou.

Armando Monteiro também elogiou a iniciativa do CEDEPE em homenagear o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes – o auditório da escola recebeu o nome do político, que faleceu em 2005.  “Arraes é uma referência brasileira de que é possível exercer a atividade pública com dignidade, com sentido de grandeza e sobretudo com espírito público”, disse.

09.04.2010

Armando Monteiro: “Os pernambucanos e os brasileiros vão apostar na continuidade”

Confiante de que os pernambucanos e os brasileiros darão continuidade às administrações exitosas do governador Eduardo Campos e do presidente Lula, o deputado federal Armando Monteiro, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz nesta entrevista concedida hoje (09/04) à Rádio Arari FM, de Araripina, Sertão de Pernambuco, que não subestima os adversários e que as eleições no Estado e no país serão bastante disputadas.

Armando Monteiro, que cumpre agenda administrativa da CNI em Araripina, também fala sobre os projetos que o Sistema Indústria desenvolve na região do Araripe. Veja os principais tópicos da entrevista:

Relatório para o polo gesseiro

“Corresponde a uma velha demanda dos produtores de gesso da região sobre o estudo aprofundado da questão da matriz energética do setor. Todos sabem que a indústria do gesso, pela sua importância, pelo número de empregos que gera, ela tem um sério problema na matriz energética porque sempre consumiu lenha tradicionalmente. Isso não é sustentável ao longo do tempo. Precisamos encontrar opções para matriz energética para tornar a indústria gesseira sustentável ao longo dos anos. Esse compromisso nós tínhamos assumido: contratar uma empresa de consultoria do mais alto nível do Brasil para oferecer um amplo diagnóstico apontando as alternativas mais econômicas”.

Biblioteca do Conhecimento

“São 230 bibliotecas que estão sendo instaladas no Brasil. Nessa primeira etapa, 20 bibliotecas em Pernambuco. E eu tenho satisfação em dizer que no Araripe é a quarta do Estado. Ou seja, O Sistema SESI Regional compreende que é importante levar essa ferramenta de transmissão de conhecimento à região do Araripe. É um projeto muito bem concebido. Temos mais de 1.500 títulos, livros que são disponibilizados, monitores, instrutores, um salão conectado à internet, onde temos computadores ligados à rede. Isso significa dizer que estamos contribuindo com a inclusão digital e para inserir o município nesse novo tempo do conhecimento”.

Porque Araripina

“O polo gesseiro está em Araripina. Então, Araripina é a cidade polo da região, que polariza a região. Portanto, não teria sentido falarmos de algo para o setor gesseiro se não fosse em Araripina. Quanto à Biblioteca do Conhecimento, estamos compreendendo que, pela expressão demográfica que Araripina tem, ou seja, pelo contingente populacional, pelo número de jovens, pelo tamanho da rede educacional do município, isso tudo resultado em um estudo técnico que foi realizado. Então, Araripina se coloca como uma opção irrecusável para podermos oferecer esses benefícios à população”.

Mais vagas no programa Educação para a Nova Indústria

“O programa Educação para a Nova Indústria, que tem uma meta ousada de 16 milhões de matrículas, é todo ele calcado na própria estrutura do Sistema S da Indústria, Sesi/Senai. Um modelo que chamamos de educação articulada: O Sesi atuando na área do reforço escolar, suprindo as deficiências do sistema público; e o Senai atuando na área de capacitação, formação e treinamento profissionais. Nós já temos uma presença no Araripe, em Araripina, temos uma grande unidade do sistema. E nós estamos ampliando o número de matrículas que estão sendo oferecidas. O que é importante no caso do SESI e do SENAI, é que estamos aumentando a gratuidade. Nós firmamos um acordo com o Ministério da Educação (MEC), firmado no ano passado, através do qual o sistema amplia seu compromisso com a gratuidade. O sistema não pode oferecer tudo em regime de gratuidade porque temos que reservar recursos para investir na atualização dos nossos laboratórios. Você sabe que o Senai disponibiliza laboratório e equipamentos de última geração e isso exige investimentos para mantermos essa estrutura atualizada. Portanto, o Araripe e Araripina de modo especial, irão beneficiar-se dessa ampliação da oferta de matrículas para região”.

Candidatura ao Senado

“Essa questão ainda não está definida. O coordenador do processo é o governador Eduardo Campos, que tem dito que ainda está no tempo administrativo. Ou seja, a preocupação do governador nesse momento é governar. Poder entregar as obras, honrar os compromissos que assumiu em praça pública para poder melhorar a vida dos pernambucanos, o que vem fazendo”.

Geração de empregos

“Pernambuco tem gerado empregos em função dos grandes investimentos que estão chegando. Pernambuco vem investindo na Educação, melhorando a segurança pública, que é algo que o pernambucano precisa sentir: a segurança; e os indicadores vêm retornando que a segurança melhora; Pernambuco vem investindo fortemente na saúde com as Unidades de Pronto-Atendimento, novos hospitais. Portanto, neste momento a atenção do governador está voltada para a esfera administrativa. Mas, sabemos que no momento próprio, daqui a mais ou menos 30 ou 40 dias o calendário político começa a definir-se e o nosso conjunto vai anunciar – e o governador é porta-voz – a chapa que irá concorrer às próximas eleições. Nós do PTB estamos inseridos nesse conjunto, e eu tenho dito sempre que se vier a ser convocado pelo conjunto de nossas forças para integrar a chapa na condição de candidato ao Senado, estou à disposição e irei participar com o maior entusiasmo desse processo. Porque temos o que dizer em praça pública, temos um trabalho que pode ser apresentado à população e, portanto, podemos nos submeter ao julgamento da população com muita tranqüilidade”.

Eleições

“Eu acho que teremos em Pernambuco, um pleito que será disputado, bem disputado, como é da tradição de Pernambuco. Nós não subestimamos os nossos adversários, respeitamos nossos adversários e, portanto, iremos para o pleito com muita confiança, mas sem nenhuma soberba, sem salto alto, porque respeitamos em última instância o julgamento que o eleitor independente de Pernambuco vai fazer. No plano nacional, teremos também uma eleição bastante disputada. São duas candidaturas fortes e, portanto, vamos esperar que o debate, ao longo de todo processo eleitoral, ao final, possa oferecer ao eleitor brasileiro aquele que parece ser o melhor caminho para o futuro. Eu tenho muita confiança que, pelos êxitos do governo Lula, por tudo que ele realizou nesses últimos sete anos e meio, o brasileiro vai apostar na continuidade desse programa político-administrativo que se revelou exitoso. Portanto, temos confiança também de que o povo brasileiro haverá de escolher o melhor caminho”.